Segundo pesquisa, comportamento diante de desafios é mais decisivo que o QI

Crédito da imagem: Divulgação

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Quando o assunto é sucesso, a percepção geral é de que as pessoas mais inteligentes irão decolar e deixar todos os outros para trás. Mas uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford mostra justamente o contrário.

A psicóloga Carol Dweck passou a carreira inteira estudando a relação entre atitude e performance. Seu último estudo mostra que a atitude de uma pessoa é um melhor indicativo de sucesso do que o QI (Quociente de inteligência).

A pesquisadora descobriu que existem dois tipos de mentalidades que dão origem a atitudes. A primeira é uma mentalidade fixa, que aparece em indivíduos que acreditam que não são capazes de mudar. Quando desafiados, eles enfrentam problemas porque qualquer coisa que pareça ser maior do que eles podem lidar, faz com que se sintam sem esperança e sobrecarregados.

Já pessoas com o segundo tipo de mentalidade, a mentalidade de crescimento, acreditam que sempre podem melhorar através do esforço. Elas se saem melhor do que aquelas que têm uma mentalidade fixa – mesmo se tiverem um QI menor. Isso porque abraçam desafios e os tratam como oportunidades de aprender algo novo.

Veja abaixo algumas das principais características dos dois perfis que Carol Dweck encontrou em seus estudos:

Mentalidade fixa: evitam desafios, desistem facilmente, não enxergam sentido em desafios e ignoram críticas construtivas.

Mentalidade de crescimento: abraçam desafios, persistem mesmo em condições difíceis, enxergam o esforço como caminho para a maestria e aprendem com críticas.

O fator decisivo para traçar esses dois tipos de personalidade é como uma pessoa reage a desafios e percalços. De acordo com a pesquisadora, o sucesso tem muito a ver com como a pessoa lida com o fracasso. “O fracasso é uma informação. Nós rotulamos ela de fracasso. Mas pessoas com uma mentalidade de crescimento pensam: ‘isso não funcionou, então ou eu resolvo a situação para que funcione ou eu tentarei outra coisa’”, disse em entrevista à Forbes.

De qualquer maneira, o perfil não é eterno. É possível treinar e desenvolver uma mentalidade de crescimento com o tempo. Veja duas estratégias elencadas pela revista:

Não fique desamparado
Todos temos momentos em que nos sentimos assim. O que conta é como reagimos ao desamparo. Podemos aprender ou afundar com ele. Muitas pessoas bem sucedidas hoje enfrentaram momentos difíceis em suas histórias.

Seja apaixonado
Pessoas com mentalidade de crescimento perseguem suas paixões não importa o que aconteça. Elas sabem que sempre haverá alguém mais inteligente ou talentoso do que elas. A verdade é que é possível compensar a falta de talento com paixão.

O investidor Warren Buffet dá uma dica de como encontrar a sua verdadeira paixão: faça uma lista com as 25 coisas que você mais se importa. Então, risque todas as últimas 20.  As cinco primeiras coisas que você escreveu são suas verdadeiras paixões. O restante é apenas distração.

Quer ser mais produtivo? A Nasa encontrou o segredo

Crédito da imagem: Thinkstock

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A busca pela receita que te faz produzir mais chegou ao espaço. No início de 2015, a Nasa recrutou pesquisadores que pudessem colaborar com a saúde e o trabalho dos astronautas na Estação Espacial Internacional.

Os primeiros resultados começaram a aparecer – e também dão pistas de como se tornar mais eficiente no planeta Terra.

O segredo da produtividade, segundo o pesquisador Jeffery LePine, não é trabalhar mais rápido – e sim fazer as tarefas na ordem certa.

Sua equipe mediu a concentração, as emoções e o estresse dos astronautas no seu dia a dia. Eles perceberam que a grande armadilha para ser produtivo está nas transições entre as tarefas.

Quando terminamos uma obrigação e passamos para a próxima, existe um “engajamento residual”: na prática, um “resto” daquele compromisso anterior que continua grudado na mente.

Ele pode aparecer na forma de animação (por ter conseguido terminar algo difícil), frustração (por ter falhado), distração ou teimosia – e esse estado de espírito permanece depois da transição de tarefas.

Se a tarefa anterior era complexa e importante ou ficou incompleta, fica quase impossível “trocar de marcha” rapidamente, explica LePine ao site Quartz.

Para ultrapassar esse problema, a estratégia seria diminuir ao máximo o número de transições necessárias.

A ideia é juntar as tarefas parecidas: juntar um bloco dos trabalhos que te fazem quebrar a cabeça, para aproveitar os resíduos de concentração, e fazer as mais rápidas e simples todas de uma vez.

Assim, o seu mindset não precisa mudar tantas vezes e uma tarefa não “contamina” a outra.

Outro alerta dos cientistas é prestar a atenção nas emoções no momento de transição. Se existe uma tarefa diária que te deixa irritado – responder emails, retornar ligações, fazer reuniões – a proposta é se programar para resolver os compromissos mais complexos antes de passar por esse estresse.

E o que a Nasa tem a ver com isso? Na Estação Espacial, os astronautas fazem pesquisas incríveis e supercomplexas. Mas, como você e eu, ainda tem que brincar de casinha: não só varrer o chão, como fazer a manutenção dos sistemas de suporte de vida.

A diferença é que, ao contrário de largar a louça suja na Terra, deixar de fazer tarefas domésticas no espaço pode ser fatal.

Além de variar sua mentalidade entre a de cientista e a de faxineiro, o astronauta ainda passa horas trabalhando sozinho para depois realizar tarefas totalmente dependentes do resto da equipe – e, no momento em que essas transições acontecem, LePine identificou um risco maior de distração, que pode eventualmente acabar em desastre.

Entender a melhor forma de organizar as tarefas e diminuir o estresse dessas transições é essencial para chegar em casa e ter a sensação de dever cumprido – seja depois de um longo dia de trabalho ou de seis meses flutuando ao redor da Terra.

Fonte: Ana Carolina Leonardi, da Superinteressante

Governo espera economizar R$ 7,1 bilhões por ano com revisão de benefícios

O pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais anunciado pelo Palácio do Planalto vai gerar uma economia de R$ 7,1 bilhões por ano, de acordo com cálculos do governo. As projeções do impacto se referem aos gastos atuais da União com auxílio-doença, aposentadoria por invalidez de longa duração e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A revisão do benefício para trabalhadores que estão temporariamente afastados por problemas de saúde vai permitir a redução de 30% dos custos atuais, o que significa uma redução de R$ 3,955 bilhões do que é pago anualmente. Já na aposentadoria por invalidez, a projeção é de que somente 5% do gasto seja revertido, já que a revisão desse tipo de perícia é mais incomum. Nesse caso, o impacto será de R$ 2,340 bilhões.

Em relação ao BPC, pago a pessoas com mais de 65 anos que não contribuíram com a Previdência Social, a economia estimada é de R$ 800 milhões por ano, o equivalente a 2% do total de benefícios pagos atualmente.

Os esclarecimentos sobre as mudanças foram feitos no Palácio do Planalto pouco antes do anúncio da meta fiscal de 2017, que prevê rombo de R$ 139 bilhões nas contas públicas.

Reforma

De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, as medidas anunciadas têm o objetivo de “colocar uma tampa sobre os ralos que estão abertos” com pagamentos e gastos desnecessários.

Padilha já havia anunciado a intenção do governo de promover um “pente-fino” nos benefícios previdenciários, entre eles o auxílio-doença. Na ocasião, o ministro afirmou que levantamentos preliminares indicavam falhas na concessão dos benefícios, e que seria necessário revisar os cadastros.

Assim que assumiu o governo, o presidente interino Michel Temer anunciou a criação de um grupo de trabalho para, dentro de 30 dias, apresentar uma proposta para a reforma da Previdência. Os representantes de centrais sindicais e técnicos do governo têm se reunido, mas, como não houve consenso sobre a criação de idade mínima para aposentadoria, o prazo não foi cumprido. A equipe econômica argumenta que os gastos com a Previdência Social são maiores a cada ano e podem ficar insustentáveis no futuro.

Por Paulo Victor Chagas e Wellton Máximo, repórteres da Agência Brasil

10 lições de comunicação de Game of Thrones

GameofThrones

O último episódio da sexta temporada da série Game of Thrones bateu recorde de audiência em sua primeira exibição, com 50 milhões de espectadores no domingo, 25 de junho. Os personagens de Game of Thrones dão lições de como comunicar e reposicionar suas imagens, ainda que nem sempre defendam exatamente as boas práticas organizacionais. A lista abaixo é do portal da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e pode conter spoilers.

1. Tyrion Lannister: Invista nas relações governamentais

A ambição do anão não é conquistar o poder, mas estar perto dos líderes para que adotem boas práticas de gestão. Como conselheiro da rainha Daenerys, ele a convenceu a não pôr fogo na cidade de Meeren.

2. Jon Snow: Não adote uma estratégia sem antes convencer seu público interno

Como chefe dos Guardiões da Muralha, ele fez um acordo com os selvagens, sem negociar com seus pares. Foi morto. Ainda bem que teve quem o ressuscitasse. Soube reposicionar suas ambições por meio de uma nova narrativa heroica e se sagrou Rei do Norte.

3. Melisandre: Tenha cuidado com o que você comunica

A feiticeira vermelha garantiu que as tropas do líder Stannis Baratheon tomariam Westeros caso ele oferecesse a filha em sacrifício a seu deus único. Errou. Aprendeu a lição e ressuscitou Jon Snow sem prometer que teria sucesso. Mesmo assim, fez isso tarde demais. Se ela manteve uma comunicação exemplar com Deus, mostrou-se péssima em relação a seus fornecedores.

4. Lorde Varys: Cultive boas fontes  

O conselheiro de Westeros, conhecido como o Sussurador, faz lobby com os governantes e lança mão de informações confidenciais. Assim, fica bem com todos, sobrevive e triunfa nas mais diversas cortes, de Dorne a Mereen.

5. Daenerys Targaryen: Governe com uma agenda positiva

A herdeira do Trono de Ferro está reunindo forças armadas de diversas origens para conquistar o poder. Para isso, tem abolido a escravatura, lançado políticas de inclusão de gênero, testado novos modelos de administração e punido as elites de povos primitivos. Para seduzir as multidões, ela ainda conta com três dragões invencíveis.

6. Arya Stark: Tenha visão de longo prazo

Paciência é a maior virtude da filha caçula de Ned Stark. Ela também é um modelo de superação, pois espera para executar o projeto de vingar da morte dos pais, capacitando-se em artes marciais e técnicas de ocultismo e magia.

7. Lorde Baelish: Faça parcerias para progredir

De origem humilde, o Mindinho subiu na vida fazendo inimizades e destruindo pessoas, ao mesmo tempo que se uniu a protagonistas dos novos cenários de poder. Seu objetivo é se tornar Rei do Norte. Mas os sete deuses parecem que não vão dar asas à cobra.

8. Cersei Lannister: Saiba usar suas ferramentas na hora certa

Como ter uma imagem tão negativa e arrebatar tantos fãs? Para reconquistar o trono, a rainha Cersey se vale de todo seu repertório de crueldades, falta de ética e péssimas práticas. Espera o momento exato para se vingar e demonstra que a boa gestão pede medidas drásticas. Sua gestão rigorosa arrasta os fãs ao trono.

9. Sansa Stark: Utilize sua reputação com sabedoria

A filha mais velha de Ned Stark explora como ninguém a beleza e o decoro para disseminar uma imagem positiva entre seus seguidores. Até na vingança ela sabe manter a reputação e crescer na hierarquia real do Norte.

10. Jorah Mormont: Não se apaixone pelo chefe

O guerreiro ândalo serviu sua chefe – a rainha Daenarys – com tanta dedicação e fidelidade que acabou se dando mal. Declarou-se a ela e teve que renunciar a seu posto, comprometendo seus projetos.

Para o fim de semana: filmes da Netflix sobre carreira de trabalho

Cena do filme Jobs, com Ashton Kutcher. Crédito: Divulgação

Cena do filme Jobs, com Ashton Kutcher. Crédito: Divulgação

Assistir a filmes é sempre uma boa programação para os fins de semana. Com frio, então, esse lazer fica ainda melhor. Compartilhamos aqui a seleção do consultor de carreira Rodrigo Camargo, da Talenses, de filmes disponíveis na Netflix e que contam histórias reais ou imaginárias sobre o poder da paixão pela carreira para superar desafios. A lista foi publicada pelo Portal Exame.com.

Mr. Selfridge

A série conta a história de Harry Selfridge, um empreendedor norte-americano que de fato existiu e fundou uma importante loja de departamento em Londres, na década de 1910.

Por que vale a pena? Selfridge é uma figura que não passa despercebida: visionário e envolvente, ele cria uma aura de sedução em torno dos seus produtos. Segundo Rodrigo Camargo, consultor da Talenses, a série é interessante por mostrar a paixão que o trabalho é capaz de inspirar. “Como gosta muito do que faz, ele tem um sucesso estrondoso”, diz Camargo. A loja dá certo graças à capacidade de Selfridge em servir seus clientes bem — e com prazer.

Suits

Após se envolver com negócios ilícitos e abandonar a faculdade de Direito, o brilhante Mike Ross é contratado pelo escritório de Harvey Specter, um dos melhores advogados de Nova York. A série aborda a relação entre eles, bem como os casos que precisam resolver juntos.

Por que vale a pena? Esta é uma sugestão especialmente interessante para advogados que atuam no mundo corporativo. Além de explorar dramas que estimulam qualquer aficionado por direito empresarial, a série mostra um aspecto muitas vezes esquecido no dia a dia: a diferença que um bom parceiro pode fazer para a sua carreira. Os dois personagens principais têm perfis díspares, mas complementares. Para Camargo, essa cumplicidade é fundamental para que os sócios gerem bons resultados e tenham satisfação em trabalhar juntos.

Chef’s table

Os protagonistas desta série são chefs de cozinha de renome internacional, inclusive o brasileiro Alex Atala, do premiado restaurante D.O.M.. Cada episódio é dedicado a um profissional em particular, explorando suas paixões, talentos e histórias pessoais.

Por que vale a pena? Este é um prato cheio para quem quer se entregar de corpo e alma à sua vocação. Segundo Camargo, o mérito da série está em mostrar como o amor pela carreira pode trazer resultados surpreendentemente positivos para profissionais de qualquer área — até das mais competitivas, como a gastronomia. A maioria dos chefs teve que enfrentar dificuldades inimagináveis até chegar ao topo. “O segredo deles foi acreditar numa filosofia de trabalho, cultivar uma pureza na busca pelo melhor ingrediente, pelo melhor método de preparo”, diz. “Esses ideais valem para qualquer profissão”.

O físico

Na Inglaterra do século 11, a mãe de Rob Cole morre de uma doença misteriosa. Inspirado pelo ideal de salvar vidas, o jovem decide ir à Pérsia para aprender medicina. Em sua terra natal, ele e outros estudiosos da saúde são perseguidos pela Igreja Católica pela prática de “bruxaria”. O filme é baseado no livro homônimo de Noah Gordon.

Por que vale a pena? Embora retrate um passado distante, o filme aborda questões muito atuais, diz Rodrigo Camargo, da Talenses. O primeiro é a importância do envolvimento emocional com a carreira para ter sucesso. “Ele se apaixona por medicina, e nada mais o segura depois disso”, explica. O segundo tema presente é a coragem necessária para romper paradigmas. Se na Idade Média os cientistas eram vistos como “bruxos”, na atualidade certas ideias são questionadas e até desencorajadas nas empresas por fortes resistências culturais. A história de Rob mostra que é preciso continuar insistindo.

A rede social

Premiado pelo Oscar, o filme mostra os primeiros passos do Facebook, a rede social mais popular da atualidade. Tudo começa quando o universitário Mark Zuckerberg usa um algoritmo desenvolvido por seu melhor amigo, o brasileiro Eduardo Saverin, para criar um site voltado aos estudantes de Harvard.

Por que vale a pena? Segundo Camargo, o filme costuma gerar reações ambíguas. Se, por um lado, a conduta de Zuckerberg pode ser interpretada como desleal por alguns espectadores, a história também prova a importância do entusiasmo para realizar grandes feitos. “É uma história típica da geração Y, que procura satisfação e realização pessoal no trabalho”, diz o consultor. A energia de Zuckerberg e Saverin, assim como a de outros jovens, é o combustível para que o Facebook se torne uma das empresas mais bem-sucedidas da atualidade.

Jobs

O longa conta a história do fundador da Apple, Steve Jobs, das experiências juvenis na Reed College em 1974 à glória internacional trazida pelo lançamento do iPod em 2001.

Por que vale a pena? Jobs era obcecado pelo trabalho. Segundo Camargo, ele só demorou para chegar ao topo porque, por muito tempo, foi uma figura despretensiosa. Ainda assim, o sucesso seria inevitável para um gênio da sua estatura. “O filme celebra as pessoas que nasceram para fazer alguma coisa, que é o caso de Jobs”, diz o consultor. Quem respeita e valoriza seus próprios talentos está dando o primeiro passo para transformá-los em uma carreira bem-sucedida.

Mãos talentosas: A história de Ben Carson

O drama conta a história real de Ben Carson, um garoto pobre que se tornou um dos neurocirurgiões mais famosos do mundo. Apesar das dificuldades, ele encontra na mãe um apoio fundamental para seguir sua vocação para a medicina.

Por que vale a pena? Como “O físico”, o filme mostra a superação de adversidades para praticar a medicina. Segundo Camargo, esse processo fica mais fácil se há apoio em casa. O incentivo da mãe é fundamental para que o personagem —  que na infância foi um aluno de notas baixas —  descubra sua paixão pela neurocirurgia e ganhe destaque internacional em sua área.

7 erros que colocam em cheque a produtividade das empresas

Crédito da imagem: ThinkStock

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A produtividade de sua empresa pode ser afetada por uma das falhas mais básicas: erros na contratação de funcionários

Sob influência da crise política e econômica, as empresas brasileiras têm perdido competitividade perante outros mercados globais. De acordo com o ranking global do Instituto da Escola de Negócios Suíça IMD, o Brasil está na 57ª posição entre 61 nações, atrás de outros países da América Latina, como Argentina (55ª), Peru (54ª), Colômbia (51ª) e Chile (36ª).

Conforme Francisco Teixeira Neto, especialista da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), a competitividade está diretamente ligada a produtividade das empresas – embora a instabilidade econômica e política também exerçam influência importante. Confira, então, os principais erros que comprometem a produtividade e cuja mudança está ao alcance das empresas:

1. Erros na contratação dos funcionários – designar uma pessoa para um cargo no qual ela não possua o perfil e as competências necessárias ou contratar pessoas que não estejam alinhadas aos valores, crenças e objetivos da organização.

2. Falta de capacitação – não desenvolver constantemente as pessoas para a exercício da função, já que os processos são aprimorados e seus padrões alterados. Pessoas desatualizadas geram produtos ou serviços que precisam ser refeitos. Além disso, é importante estimular o feedback sobre o desempenho dos colaboradores. Se as pessoas não sabem o que fazem de errado, também não é possível que melhorem seu desempenho.

3. Ausência de processos – a falta de padrões impossibilita a replicabilidade de um processo ou resultado, gerando retrabalho.

4. Falta de indicadores – é necessário a medição e a melhoria do desempenho. A falta de indicadores deixa o processo muito subjetivo, nem sempre proporcionando os dados concretos para realizar mudanças.

5. Não monitorar e avaliar – se não há medição nem monitoramento do desempenho das pessoas, não há como fazer o gerenciamento;6. Infraestrutura defasada – a ausência de recursos para que as pessoas possam realizar suas funções com saúde e segurança. Isso inclui também estar atento às inovações tecnológicas que possam proporcionar ganhos de produtividade.

 7. Informações centralizadas – não disponibilizar as informações necessárias, ou devidamente atualizadas, para o exercício da função e a tomada de decisões pelas pessoas.

Fonte: Portal Administradores

Conheça o ranking das melhores escolas de educação executiva

ranking

O Financial Times divulgou a edição 2016 de seu tradicional ranking de escolas de negócios. O IESE, sediado em Barcelona, e IMD, da Suíça, ocupam as primeiras posições da lista global. A brasileira Fundação Dom Cabral aparece em 17º e foi apontada como a melhor da América Latina pelo 11º ano consecutivo.

O ranking de educação executiva do Financial Times é o resultado da avaliação conjunta de dois outros levantamentos – o de Programas Abertos e o de Programas Customizados. Os programas abertos são destinados ao desenvolvimento de executivos em geral, enquanto os programas customizados são elaborados de acordo com as necessidades específicas das empresas.

O IESE foi classificado em primeiro lugar no ranking de Programas Customizados e segundo no de Programas Abertos. Já o IMD figura em quarto e primeiro nos dois rankings, respectivamente. Em seguida, aparecem a HEC Paris, o Center for Creative Leadership e a Harvard Business School. A FDC, fundada em 1976, em Belo Horizonte (MG), alcançou neste ano a 10ª colocação nos Programas Abertos e a 28ª posição nos Programas Customizados.

Metodologia do ranking FT

27Os critérios para a elaboração do ranking do Financial Times levam em conta a opinião das empresas que são clientes das escolas de negócios no mundo todo, o que corresponde a 80% da avaliação; os 20% restantes são dados enviados pelas próprias instituições de ensino executivo. O ranking considera vários critérios, incluindo preparação do programa, desenho do curso, participantes internacionais e localização, follow-up e objetivos atingidos.

Confira aqui o ranking na íntegra.

Clique aqui para ler a notícia original no Portal Administradores.com.

Ciência indica o limite de horas que um profissional deve trabalhar

excesso

Uma carga horária de muitas horas de trabalho pode parecer inevitável para a grande maioria dos profissionais. Para alguns, o excesso pode até representar status num mundo tão fascinado pelo trabalho.

Para apresentar um novo olhar sobre esse movimento, o site da revista Inc. compilou descobertas recentes da ciência sobre a relação entre número de horas trabalhadas e diversos problemas de saúde nos Estados Unidos.

A conclusão geral é clara: idealmente, o máximo de tempo que uma pessoa deve trabalhar corresponde a 40 horas semanais. Extrapolar esse limite com frequência pode gerar problemas físicos e mentais e, principalmente, colocar em cheque a produtividade.

Abaixo, confira alguns dos riscos destacados pela revista:

1. Pessoas que trabalham mais do que 8 horas por dia, em média, têm mais propensão ao consumo de álcool e tabaco, segundo os estudos. A duração prolongada do expediente também está associada a uma maior incidência de obesidade em homens e de depressão em mulheres.

2. Cumprir jornadas superiores a 10 horas resulta num salto de 60% na ocorrência de problemas cardiovasculares.

3. Cerca de 10% dos profissionais que trabalham de 50 a 60 horas semanais relatam ter problemas de relacionamento interpessoal. A taxa sobe para 30% quando o expediente ultrapassa 60 horas.

4. A probabilidade de se machucar é diretamente proporcional à duração das jornadas. Após a 8ª ou 9ª hora seguida de trabalho, registram-se picos no número de acidentes ocupacionais.

5. Apenas 23% das empresas com horários normais têm índice de faltas ao trabalho acima de 9%. Já entre aquelas com grande carga de horas extras, 54% registram absenteísmo de funcionários acima desse limite.

6. Acumular mais de 11 horas extras por semana está associado a um aumento na incidência de depressão.

7. Entre profissionais de nível executivo, a produtividade cai cerca de 25% quando o expediente semanal ultrapassa 60 horas. Em indústrias, um aumento de 10% no número de horas extras corresponde a uma queda de 2,4% na produtividade.

Dificuldade em cumprir prazos? Conheça uma técnica que pode te ajudar na produtividade

Crédito da imagem: Wikimedia commons/Erato

Crédito da imagem: Wikimedia commons/Erato

Se você costuma ter dificuldade em cumprir prazos de trabalho e percebe que as atividades se acumulam, a chamada Técnica Pomodoro pode ser uma aliada para aumentar a produtividade. A ferramenta é simples e eficaz para gerenciar o tempo.

Desenvolvida no final dos anos 80 pelo italiano Francesco Cirillo, que procurava uma maneira de aumentar sua produtividade nos estudos nos primeiros anos de universidade, a técnica utiliza um timer de cozinha para organizar as tarefas.

O timer usado por Cirillo tinha o formato de um tomate (pomodoro, em italiano) e girava durante 25 minutos até emitir um barulho que indicava o término do tempo programado. Nesse período, ele se concentrava nas suas tarefas sem interrupções. Francesco Cirillo divulgou a técnica quando percebeu os bons resultados em sua rotina.

Hoje, diversos sites e aplicativos (Tomato Time, Pomodoro Time, Pomodoro Keeper, Focus Keeper, etc.) ajudam na aplicação da técnica e dispensam o timer de cozinha.

Como funciona

A técnica está baseada na ideia de que, ao dividir o fluxo de trabalho em blocos de concentração intensa, pode-se melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco. Para colocá-la em prática é necessário:

– Timer ou cronômetro para fazer contagem regressiva.

– uma planilha de tarefas (to-do-tasks).

– lápis e borracha.

O primeiro passo é fazer uma lista de tarefas a serem desempenhadas durante o dia. Depois, basta dividir o tempo em períodos de 25 minutos (chamados pomodoros) e trabalhar ininterruptamente enquanto o timer corre.

Quando o timer tocar (fim dos primeiros 25 minutos), marque as tarefas concluídas ou anote o status do trabalho (50% concluído, por exemplo) e faça um intervalo de 5 minutos. Aproveite a pausa para atividades que não estejam ligadas à tarefa (ir ao banheiro, ligar para um cliente, tomar um café). A cada quatro ciclos, a pausa deve ser maior (entre 15 e 30 minutos) para descansar.

Os intervalos entres os pomodoros são fundamentais para oxigenar o cérebro e aumentar a agilidade mental. Vale lembrar que essas medidas de tempo são as sugeridas no método clássico, mas nada impede que cada um encontre o próprio equilíbrio e período de descanso ideal.

Resultados

Os objetivos dessa técnica consistem em diminuir a ansiedade e aumentar o foco e a concentração nas tarefas. Ao anotar no papel o que precisa ser feito, é possível organizar as pendências, estabelecer metas para cada dia ou período de trabalho e acompanhar os resultados e avanços. Usuários garantem que depois de alguns dias utilizando a técnica, é possível notar benefícios como:

1. Entender quanto tempo leva para realizar cada tipo de atividade.

2. Entender o que te distrai recorrentemente.

3. Descobrir quais são as principais interrupções no seu trabalho.

 

* O artigo foi publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar.